Já encontra-se, desde 25/04/22, no gabinete do Ministério da Educação em Brasília, representação formal em que este escrevinhador documenta o “vale-tudo” em que está se constituindo a “consulta prévia informal” para indicação à lista tríplice de reitor(a) e vice-reitor(a) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a ser enviada a partir de junho à livre nomeação do Presidente da República, como manda a lei.

Professoras da UnB aliadas à causa constitucional protocolaram a 25/04 na sede do MEC/Brasília representação sobre ocorrências ilegais no processo de formação da lista tríplice à Reitoria da UFBA

Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União, órgãos de vigilância e controle da Administração Pública Federal, também já protocolizaram representações de mesmo teor.

Este escrevinhador, Professor Titular com 20 anos de carreira (veja a bio) inscreveu-se em chapa de oposição como candidato a reitor.

  • VICES ALVOS DE ASSÉDIO E AMEAÇAS

Professora Bárbara Carine, do Instituto de Química, vice na chapa inscrita dia 11/04, desistiu horas depois de anunciar sua candidatura após sofrer uma campanha de ódio e ataques em redes sociais sem precedentes. Sua saúde colapsou.

André Gusmão, professor na Faculdade de Medicina, a substituiu. Uma semana depois, a 25/04, renunciou alegando estar sendo coagido. Adversários deste escrevinhador têm ultrapassado todos os limites que poderiam distinguir a divergência (política) da delinquência (criminal).

Ex-candidato a vice mostra-se temeroso

Gusmão teve suas contas na Internet hackeadas desde a noite de 19/04. Veio sofrendo ameaças diretas e veladas. Temendo por sua família – esposa, filhas e netas – chegou a registrar boletim de ocorrência numa delegacia em Salvador no dia 22/04.

Numa das mensagens que ele, chefe do Departamento de Cirurgia da FMB/UFBA, enviou a este escrevinhador na manhã do dia 25/04, confessou: “Até minha permanência na universidade passei a questionar”.

“Assusta!”, disse André Gusmão, abalado, em outra mensagem, admitindo ter pensado que a disputa para o Reitorado seria limpa e civilizada.

Assim como Bárbara Carine e este escrevinhador tem experimentado, não o é: lidando com quem está se lidando e com o que está se lidando – o poder numa das maiores universidades públicas federais do país.

Em verdade, a tal “consulta informal” organizada pelos sindicatos de professores (Apub), de técnicos-administrativos (Assufba) e DCE (Diretório Central de Estudantes), como demonstrado em artigo anterior, é um estelionato. Portanto fora da lei.

Petição protocolada na manhã de 25/04 ao reitor João Carlos Salles Pires da Silva, que já presidiu a Andifes, solicita que ele convoque imediata reunião extraordinária do órgão maior da UFBA, o Conselho Universitário, para analisar a matéria. Ele pode ser incurso no Art. 319 do Código Penal se ignorar o pedido.

  • UM TELEFONEMA DA “COMISSÃO”

Na noite do mesmo dia o telefone deste escrevinhador com número dos Estados Unidos tocou, com número desconhecido.

Registro de ligações a 25/04

Ao atender, um homem que se identificou como porta-voz do sindicato Apub na chamada “comissão da consulta prévia” queria saber se este escrevinhador, com a renúncia do professor André Gusmão, já teria outro nome para substituir na chapa como vice.

Jamais, desde que se anunciou a consulta, a oposição havia sido contatada pela “comissão”. Pedidos anteriores de informação assinados pela Professora Salete Maria, de Estudos de Gêneros e Feminismos da UFBA, ao lado deste escrevinhador sempre foram ignorados. Mesmo pelos e-mails postos à disposição pelos signatários da oposição.

Este sujeito da Apub quis saber quem agora pode ser vice da chapa 2; ou seria a próxima “vítima” dos delinquentes?

Mas agora, dizia o homem do outro lado da linha, a “comissão” entrava em contato para saber que canal deveria usar para oficializar a oferta de substituição de nome na Chapa 2. Como este escrevinhador respondeu que a questão saiu do âmbito da comissão, a qual não reconhece legitimidade desde a petição ao reitor para que o Consuni delibere sobre a consulta, o homem passou a exaltar-se.

Ante o que ouviu: “Isso que os sindicatos/DCE fazem é um estelionato. Atendi com cordialidade sua ligação, mas não trato com estelionatário. Façam como acharem melhor”.

Estridência do outro lado, simplesmente interrompi a ligação: Mel esperava-me, depois de dia inteiro na escolinha aqui no Brooklyn, para divertir-se com dad.

Representação sobre consulta registrada ao Ministério Público Federal
Confirmação de abertura de processo já numerado junto ao Gabinete do Ministério da Educação