1. Aos 75 anos de existência da Universidade Federal da Bahia, submetemos
    nossos nomes como candidatos a Reitor e a Vice-Reitora para avaliação da
    Comunidade composta por estudantes, técnicos-administrativos e docentes
    para o período 2022-2026.
  2. Nenhum processo democrático é verdadeiro se não há alternância de
    poder.
  3. Tendo sólida formação acadêmica, no Brasil e em países do exterior, como
    candidatos propomos uma UFBA mais representativa dos anseios de mudança
    social que a Bahia – Estado que sedia nossa universidade – e o Brasil exigem e
    anseiam.
  4. Nos recentes anos a sociedade brasileira depara-se com impasses, fáticos e
    discursivos, que requerem maior inserção da universidade.
  5. Nossa chapa condena firmemente os obscurantismos, o negacionismo da
    ciência, o desrespeito à vida, os ataques a populações mantidas à margem, os
    reacionarismos de quaisquer naturezas – partam desse ou daquele espectro.
  6. A universidade não é território do “vale-tudo” do chamado mercado, hoje
    capturado pela financeirização das relações mais comezinhas, estímulo ao
    egoísmo, à quebra da solidariedade, ao afrouxamento da generosidade que
    tanto favorece assédios de vários tipos.
  7. Queremos a universidade um ambiente saudável, transparente, aberta à
    entrada da luz do sol dos saberes, inclusive o saber popular, que revigore suas
    energias.
  8. Uma universidade que lute por mais investimento em ciência de ponta, em
    cultura, na qualificação permanente de seus servidores e estudantes. É
    exigência do mundo presente.
  9. Para ser referência no mundo, a UFBA deve estar atenta, de forma obsessiva,
    à melhoria de sua posição no quadro da produção universitária internacional.
    Com a colaboração de todos – e não se constitui o todo sem o cuidado, a
    atenção e o respeito que cada um dos seus integrantes é tributário –
    alcançaremos essa meta. É nosso compromisso.
  10. A universidade deve ter posição objetiva no enfrentamento a retrocessos
    em direitos políticos e sociais, a ameaças ao Estado Democrático de Direito a
    duras penas conquistados.
  11. A universidade pública legitima-se perante a sociedade se tem à frente
    uma gestão colegiada mais democrática, ética, representativa da imagem
    que a sociedade tem de si mesma. De si mesma e do que espera de uma
    universidade como a nossa, que não pode achar-se um Olimpo corporativo
    sem contas a prestar à comunidade a seu redor.
  12. É preciso democratizar a UFBA. Isso requer a alternância de poder em sua
    gestão. Infundir-lhe sangue novo, novas faces em seu alto comando. Melhor se
    essas faces têm, como é o nosso caso, história e competência comprovadas
    por nossas trajetórias acadêmicas e inserção social.
  13. “As ciências podem servir para tudo”, disse uma vez Milton Santos,
    intelectual do mundo organicamente formado pela UFBA. Inclusive servir para
    atender a interesses dinásticos, ocultados em palavras de ordem sobre “boas
    intenções”.
  14. Dinastias que se implantam e buscam perpetuar-se em processos
    sucessórios nada democráticos, cuja maior credencial é não o mérito, mas a
    linhagens patrimonialista e consanguínea dos seus próceres.
  15. A UFBA pode ser mais que um púlpito para os “de sempre”.
  16. Os “de sempre” sempre mandaram e desmandaram, sempre estiveram aí
    nesses 75 anos.
  17. Os “de sempre” sequer cogitam admitir a presença da força feminina em sua composição. Por isso o artigo que denomina os “de sempre” é exclusivamente masculino. Aqui cabe Caetano Veloso: “O macho adulto branco…. sempre no comando”.
  18. Os “de sempre” pensam ter o direito sagrado do continuísmo de mando e
    não oportunizam a ascensão dos “diferentes”, que explícita ou implicitamente
    veem como inerentemente subalternos.
  19. Nossa chapa quer mudar esse status quo.…(clique e continue lendo o Plano)