Capa da tradicional Time magazine, em setembro de 2017, saúda Ilhan Omar depois de sua primeira vitória em disputa eleitoral para a Assembleia Legislativa de
Minnessota: “Mulheres que estão mudando o mundo”.

ILHAN OMAR, 37 anos, tem apaixonadamente dividido opiniões na sociedade estadunidense.

Nas recentes oito semanas deste 2019, depois que assumiu uma cadeira na House Of Representatives (Câmara dos Deputados) em Washington, DC, parte a coloca entre as mulheres mais importantes no debate público sobre a conturbada sociedade americana.

Imigrante da Somália, exilada política naturalizada norte-americana aos 18 anos de idade, mãe de três crianças, muçulmana que usa a hijab nas sessões e ambientes da capital da República, ela atiça o ódio da ultra-direita.

Alguns tem publicamente incitado a sua morte. Líderes dos partidos Republicano e Democrata, pelo qual foi eleita, se aliam para a condenar por sua severa crítica do alinhamento da política externa dos U.S. com o Estado de Israel.

Ilhan Omar é acusada de anti-semitismo. Se defende afirmando que sua crítica é dirigida ao lobby de Israel sobre o governo americano.

Inclusive nas duas casas do Congresso e sobre os dois maiores partidos que se sucedem no poder nos Estados Unidos.

Tal influência é maléfica e, de acordo com ela, ameaça os pilares da própria democracia.

Capa da influente Rolling Stone de 27.Fev.2019: “Mulheres que estão moldando o futuro”, como as novas vozes do Congresso da maior potência mundial