O empresário, radialista e ex-prefeito Mário Kertész, que agora quer voltar a governar Salvador e pode em segundo turno apoiar Nelson Pelegrino do PT, tem feito estardalhaço em sua campanha com uma propaganda em que apresenta a extinta Companhia (ou Fábrica) de Equipamentos Comunitários, denominada de FAEC, como sucesso absoluto de sua pregressa gestão à frente do município na década de 80.

Matéria apurada por este escrevinhador publicada no jornal A TARDE, quando ali trabalhava como repórter, demonstrou exatamente o contrário!

Guardando similaridades com o esquema do mensalão ora em análise no Supremo Tribunal Federal, a Faec – cuja administração Kertész deixou às mãos da empreiteira Sérvia de seu amigo Thales Sarmento, embora presidida por sua eminência parda, Roberto Pinho – funcionou como um duto de fraudes, de caixa dois e de lavagem de dinheiro.

E que trouxe enormes prejuízos aos munícipes de Salvador, por práticas de subfaturamento e outros artifícios. Isso, de acordo com denúncias à época da Procuradoria Geral do Município, com base em análise contábil externa da internacional empresa independente de auditoria Arthur Andersen S/C, contratada depois do rompimento político de Kertész com seu sucessor.

No processo de apuração da matéria, este repórter foi procurado por preposto a pedido do ex-diretor técnico da Faec, arquiteto  João Filgueiras Lima, o Lelé, que tem sido apresentado na propaganda como uma espécie de “gênio” do concreto pre-moldado.

À época adoentado e fora da Bahia, Lelé queria fazer chegar ao repórter a informação de que nada tinha a ver com os desmandos ali encontrados, e que levaram à liquidação da empresa.

Esta série de matérias aqui postadas, iniciada em julho, será encerrada neste sábado, 15/09, conforme adiantado anteriormente.

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