JACQUES WAGNER (PT) merece ver seu candidato chapa-branca derrotado nas eleições deste 2014 para o governo do Estado da Bahia não fosse por mais nada, pelo fato de deixar a violência fatal jogar solta na Bahia.

Punir o governo Wagner-Otto Alencar (carlista de antiga cêpa) é um imperativo. E um desafio para as pessoas de bem que querem o bem da Bahia.

Los dos compañeros se ríen mientras que las madres lloran, em foto de propaganda

Los dos compañeros se ríen mientras que las madres lloran, em foto de propaganda

É preciso mandar para casa essa coligação que controla a máquina do poder há dois mandatos consecutivos, composta por macacos velhos da antiga ordem. Derrotá-la é fortalecer a democracia. Que para ser boa pressupõe a alternância de poder dos projetos político-partidários.

Wagner completa 8 anos mais rico do que entrou. A Bahia, o estado-mendigo da federação, que mais recebe “bolsa-família”. Ele deixa um triste legado para os baianos. Enriqueceu-se mais, tendo um irmão que lhe empresta sem delongas R$ 500.000,00 para que compre uma sua nova morada de 1 milhão e lá vai fumaça.

E enriqueceu ainda ou os já ricos ou aos que a ele chegaram em negócios cartoriais. Um exemplo? As contas da propaganda oficial, quem as deteve? As transações de petróleo e do pré-sal, das terras e resorts nos paraísos daquilo que resta da Mata Atlântica, as empreitagens das vias asfálticas para lá e para cá.

Nunca antes na história da Bahia o business do tráfico e do comércio de drogas consideradas ilícitas foi tão escancarado. Lucrativo, diriam os menos cínicos.

O ex-sindicalista do Polo Petroquímico de Camaçari sai do governo e, um direito e precaução seus, quer fazer seu sucessor deixando um legado de crimes sangrentos, concentrados principalmente nas periferias das cidades baianas.

A economia da criminalidade, que coloca a Bahia entre os 4 Estados brasileiros mais violentos do país, se gera lucro para os que estão no mando, amedronta o cidadão comum. Que sai mas não sabe se regressa ileso para casa. Receio e amedrontamento fazem a festa dos pregadores de ilusões, resultando no boom religioso, nos “deus lhe acompanhe”, “vá com deus”, “deus fique com você”, “deus te guarde”…

Itamar Ferreira de Souza, da Facom/UFBA, morto brutalmente aos 27 anos a 13/04/13

Itamar Ferreira de Souza, da Facom/UFBA, morto brutalmente aos 27 anos a 13/04/13

13 de abril, um ano que um estudante da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi assassinado em plena Praça do Campo Grande, área cercada por hotel estrelado e condomínios idem, defronte ao mais importante teatro do Estado.

Semana passada, fim idêntico teve aluno de Veterinária da mesma UFBA, junto ao portão de uma das residências estudantis da universidade em Salvador. Outra morte brutal, de característica similar, interrompeu vida e carreira de uma funcionária técnica também da Facom em 2013.

Assassinatos como esses impactam por conta do pedigree institucional das vítimas, afinal as manchetes ressaltam serem da UFBA.

Embora desta instituição não se ouve um pio que aponte para a irresponsabilidade governamental em prevenção, precaução e amparo à segurança pública. Em grande medida alimento e cúmplice do status quo, à UFBA apenas cabe silenciar no atacado e fingir-se indignada no varej.o.

As pessoas são assassinadas assim, gratuitamente, porque temos um mau governo. Que triplica os gastos em propaganda autopromocional, promovendo o status de seus marqueteiros e da ampla entourage de assessores de comunicação disso e daquil´outro.

A  oposição – nada a ver com a trupe de Geddel Vieira Lima, raposa inquilina nacional do projeto petista – precisa ser uma alternativa viável ao galinheiro em que essas gentes transformaram a Bahia.

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