Mesa redonda do 14 de maio de lançamento nacional do livro, no Teatro Viva Velha, em Salvador, reuniu público concorrido e políticos com mandato parlamentar, a exemplo de Olívia Santana(PCdoB) e Luiz Alberto(PT) – além do ex-secretário estadual de Cultura, Marcio Meirelles.

Jornal da Bahia entrevista autor para falar do livro e o imbróglio: Clique pra acessar.

Leia a NOTA À IMPRENSA da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia defendendo agora sua opção em submeter o conteúdo de Διασπορά a instância do Governo alheia à criação literária.

RÉPLICA DO AUTOR

É um absurdo falacioso a alegação da Secult. Não se pode pinçar trechos à sua escolha, descontextualizá-los do todo do romance e apresentá-los como prova para a prática de censura prévia. Esses trechos são falas de personagens ficcionais, ditas dentro de um contexto de uma obra também ficcional. A citação de nomes de pessoas reais que fizeram a história de nossa sociedade é um recurso narrativo de aproximação com a realidade, mas não é a realidade. Tudo o que está ali é uma invenção, não um registro histórico ou científico. Nenhum autor de ficção pode calar a fala de quem cria, sob o risco de empobrecer o perfil de seus personagens.  É questão de princípio dentro da democracia liberal: posso não concordar com o que você diz, mas defenderei o direito de dizê-lo. A sociedade tem de decidir sobre isso. Não é a PGE que deve fazê-lo, porque significaria uma tutela sobre todos nós, cidadãos, que não somos mais criancinhas para que o Estado nos imponha o que devemos ou não ler, saber ou não saber, ainda que isso nos desagrade. A cultura da atual gestão da Secult, nesse episódio, aproxima-se do stalinismo, do obscurantismo religioso da idade média.

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