No começo da noite de 13/09/2023 Rebeca Teles, mestranda no Instituto de Letras da UFBA, organizadora de Assim falou Fernando Conceição, livro que lancei no segundo semestre de 2021, remete para meu WhatsApp (71 9 8145-1441) texto espumante assinado pelo novo membro da Academia de Ciências da Bahia Wilson Gomes, na tentativa de desqualificar Liz Reis, uma estudante da Faculdade de Comunicação, onde ele se acha um dos sobas.

Jamais dou ibope a canalhas do naipe de Wilson Gomes, pois tenho repulsa a farsantes travestidos de bom moço. Em tudo o que faz, em tudo o que me dizem que escreve ou fala, o vagabundo transborda hipocrisia.

Dois “muy amigos” parceiros

Neste caso que envolve a aluna trans do curso de Produção Cultural da Facom, pera lá! Senti-me obrigado por dever de justiça a engolir, não sem alguma repulsa que aliviei sorvendo um Red Label on the rocks, o excremento textual desse sujeito. Adianto que um dia morrerá, em péssimo juízo de si mesmo em sua hora final.

No dia 12/09 Liz Reis registrou em delegacia da Polícia Civil da Bahia queixa por transfobia e racismo contra uma professora contratada não faz muito tempo pela Facom. Essa professora não é mais uma qualquer, posto que agora é chefe do Colegiado do curso – instância que trata da vida cotidiana dos estudantes, com assento e voto no órgão máximo da faculdade, a Congregação.

Até o instante de redação dessas mal traçadas não conheço pessoalmente nem a professora nem a aluna, vez que dou aula em outro curso, o de Jornalismo.

Li o boletim de ocorrência registrado por Liz, tornado matéria de veículos de imprensa no mesmo dia. Quem redigiu a matéria apresenta a versão da aluna e a nota protocolar, um faz-de-conta, da Reitoria: seguiremos os ritos do direito à ampla defesa da acusada blá-blá-blá…

Mais de 36 horas da ocorrência dos fatos em sala de aula, a professora acusada não tornou pública sua versão. Disse à imprensa “que aguarda apoio jurídico e institucional em relação à denúncia.”

Jurídico não sei de quem nem de onde. Institucional, a acusada desde as primeiras horas decorridos os fatos vem recebendo publicamente de mais de uma dezena, até o momento da escrita deste artigo, na lista interna dos docentes da Facom.

São mensagens angelicais de docentes, com juízo de valor que apenas confirmam o quanto esses docentes são oportunistas como sempre. É um cerco contra a pessoa que se diz vítima, cerco que não se pode aceitar sem expor esses e essas covardes. Transcrevo algumas:

-“Receba meu apoio institucional, Fulana. Um erro reclamado como crime. Qualquer um de nós poderia ter cometido esse erro.

-“Concordo. Esse foi um erro que qualquer um de nós poderia ter cometido e está tendo uma reação desproporcional. Espero que se chegue a um bom acordo. Bjs.

-“Fulana, um abraço e toda força nesse momento.

-“Força, Fulana. Minha solidariedade.

-“Toda minha solidariedade e afeto.

-“Força, Fulana. Registro minha solidariedade.

-“Fulana, um abraço afetuoso. Registro minha solidariedade e meu apoio.

-“Além do que já conversamos, registro aqui meu apoio a ti.

-“Um afetuoso abraço.

-“Fulana, da mesma forma que o(a)s outro(a)s colegas, o meu carinho, atenção e solidariedade.”

E por aí seguem as mensagens na lista dos docentes da Facom. A do cafajeste Wilson Gomes à acusada de crimes, foi: “Tamos juntos nessa“.

Sim, Wilson Gomes, apesar da aparência ocasional de bom-mocismo, é parceiro, serviçal, lambe-botas e joga tênis com gentes já denunciadas por crimes.

A exemplo do empresário multifacetado Mário Kertèsz, o “Roberval Taylor” da Planilha da Odebrecht, dono da rádio Metrópole. Que se fez milionário roubando em torno de US$ 200 milhões do município de Salvador, quando prefeito no final da década de 1980, segundo processos que respondeu como réu na Justiça da Bahia.

O cara, Wilson Gomes, é um idiota. Padre que deixou a batina quase à mão para infernizar nossos culhões.

Professor arrogante, pernóstico, que sente, ou sentia, orgasmo em humilhar estudantes vulneráveis. Sou testemunha disso pois, quando chefiei o Departamento de Comunicação, tive de administrar conflitos, até mesmo jurídicos, de alunos e principalmente alunas contra o sacripanta.

Medíocre que pontifica sobre a multidão de iguais. Em sua tentativa de menosprezar estudantes, regozija-se em reprovar. Razão que levou um futuro orientando de doutorado meu a ganhar dinheiro nas costas do imbecil.

Já que este orientando obteve nota máxima na prova escrita de Wilson Gomes e constatou que o bambambam repetia, por preguiça ou incompetência , a mesma prova, ipsi literis, semestre após semestre ano após ano, o estudante destemido usou de um expediente simples e sagaz.

Vendia as respostas prontas a quem solicitasse. “Wilson sustentou minhas noitadas no Rio Vermelho”, conta-me ainda hoje. Quem leva esse parceiro de tênis de criminosos a sério é candidato a hospício…

Nem por isso o canalha deixa de ser espertalhão, ao estilo do Machado de Assis no conto “Teoria do medalhão”. Preste bem atenção: as opiniões do sujeito são vácuas. Mudam conforme o momento e a circunstância. Como a imbecilidade viceja, ele torna-se guia, líder e rei entre os medíocres que comem sua prosopopeia feito quem come salame.

Perceba que os argumentos que utiliza no texto que recebi (não sei se de Instagram, de Facebook ou de sua coluna na Folha de S. Paulo ou das mídias de seu patrão Kertèsz da rádio Metrópole FM), são ad hominem. Merece o mesmo!

SER CONIVENTE TAMBÉM É CRIME

Sua tentativa de ridicularizar a aluna vulnerabilizada de Produção Cultural da Facom é também criminosa, execrável.

Mandei um amigo em comum dizer a Liz esta noite: “Afirme a ela que tenha em mim não um subscritor cego da denúncia feita. Mas, um aliado dela contra o cerco que já está sofrendo dos mandatários da Facom”.