Nem pra roubar a gente serve

Olhe o que a gente mais sabe fazer (foto: taringa.net)

Olhe o que a negrada brasileira mais sabe fazer (foto: taringa.net)

FORA DE ÁFRICA – me ocorrem os tyccons de Angola, Nigéria… -, o mundo é dos brancos. Que sabem roubar.

Aliás, se não favelados, brancos não roubam. Cometem desvios, previstos em leis que lhes abrandam as penas. Se estas, remotamente, houver.

Negros, digamos…, em Cuba ou no Brasil, por mais que vomitemos “orgulho de ser negro”, “maioria” demográfica, continuamos uns pés-rapados.

Nunca aparecemos em fotos como protagonistas que embolsam milhões nos constantes casos de corrupção que tornam esse um país sui generis até nisso. Só como ladrões de galinha ou punguistas.

Roubar é arte, já ensinava um anônimo nos anos 1600

Roubar é arte

O que daí se infere? Nina Rodrigues, ideólogo de uma suposta tendência inata do negro para o crime, errou feio. É que nem roubar sabemos.

Roubar não porcarias, ao milhar, de pessoas físicas, de trabalhadores, do quintal do vizinho, migalhas. Ilícitos logo submetidos à sanha ou das polícias ou das milícias (que cuidam de “limpar a área de bandidos”). E dos programas de TV e de rádio a seu serviço.

Roubar de forma superlativa, é disso que se fala. Como a “Operação Lava Jato” da Polícia Federal de agora aponta ter ocorrido na maior empresa estatal brasileira. Ou, como comprovado pelo Supremo Tribunal Federal em 2012, se deu no esquema do chamado “Mensalão“.

Em tabela publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, as imagens de alguns dos envolvidos no rombo milionário. Onde está Wally, isto é, o negro?

Em tabela publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, as imagens de alguns dos envolvidos no rombo milionário. Onde está Wally, isto é, o negro?

Tais procedimentos – veja o caso ainda em aberto do Instituto Brasil – são relatados menos como criminais que políticos.

Mesmo porque, os agentes diretamente envolvidos nas falcatruas são tratados como celebridades – seja empresariais, seja partidárias -, algumas eleitas com o seu e o meu votos.

São “white collar“, em alguns casos tratados como heróis por seguidores lambe-botas, assistentes, quebra-galhos. Negros, em boa parte.

Porém, não há negros relevantes naquelas esferas altas. Surpresa: uma exceção, na “Lava Jato”. Há um “Fernando Baiano” (não sou eu, juro!), que serviria como lobbysta de partido da base do governo Dilma com empreiteiras.

Coitado, na conta corrente do brother encontraram menos de R$ 3 mil (pouco mais de US$ 1 mil). Teria se precavido? Por comparação: um, apenas um, dos subdiretores da Petrobras envolvidos no assalto à empresa acordou com a Justiça devolver US$ 100 milhões do volume de propina desviados dos cofres da estatal.

É fato. Pegue-se qualquer outro episódio do gênero na história. Desses que “abalam” a República, cuja proclamação (1889) é quase coincidente com o momento em que os negros deixam de ser coisa para se tornarem sujeitos (1888).

Sujeitos? Mais apropriado seria escrever serviçais. Subalternos. Dependemos de migalhas institucionais, de verbinhas de editais, grants de doadores da “solidariedade internacional” (capitalista, evidentemente), bolsas assistenciais de vários formatos. Fora isso, é se contentar com samba, festas e crendices devotadas a seres extraterrestres.

No Brasil, Isabel Santos se aventurou até mesmo no "incentivo" a uma rede de televisão que fracassou, a TV da Gente, à frente o cantor Netinho de Paula

No Brasil, Isabel Santos se aventurou até mesmo no “incentivo” a uma rede de televisão que fracassou, a TV da Gente, à frente o cantor Netinho de Paula

Feliz é “a filha do presidente de Angola”, como geralmente referem-se a Isabel Santos, cujo pai está no poder daquele país, socialista que é, desde 1991. A bilionária “princesa africana” acaba de fazer uma agressiva oferta para compra da parte da Portugal Telecom (PT) na telefônica Oi!

Oi!, que atravessa riscos, essa empresa privada que Lula (PT), quando presidente do Brasil, anabolizou, com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento  Econômico e Social (BNDES). Dizia que brasileiros mereciam “a maior operadora de telefonia do hemisfério sul”. Um bom progenitor, para o Lulinha, esse ex-metalúrgico.

Sem a mesma sorte, este que aqui escreve, contemplado em 2012 com um patrocínio justamente da Petrobras, para finalizar e publicar a biografia do geógrafo Milton Santos – 40% da verba, em torno de R$ 150 mil está pendente, como o livro -, se penitencia.

Continuemos, pois, honestos, moralistas e otários. Sem crédito na praça e saldo em vermelho no banco. O contrário é ser levado ao escárnio do pelourinho público. Para trás das grades.

 

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